domingo, 2 de agosto de 2009
Ah... o acaso!
Ele era uma pessoa bem incomum. Sua vida sempre foi cheia de altos e baixos, e, com 24 anos ele não fazia idéia do que queria ou como fazer para alcançar isso. E isso também não lhe incomodava muito, não era muito preocupado com essas questoes mundanas, estava sempre sem dinheiro, nao cuidava de sua aparência, achava que tudo isso não passavam de futilidades dispensaveis. Um dia a observar firmemente o nada, enquanto passeava de trem pela cidade, se ateve a uma pessoa, que observava tão firmemente o nada quanto ele, e se trajava de um jeito tão desleixado quanto o seu, e que observava o nada com tanta veemência quanto ele. O fato, em parte curioso e em parte assustador lhe chamou a atenção, decidiu então, apenas por um momento deixar de não se importar e falar com ela. São agora quinze anos que estão juntos, os dois se importando bastante, um com o outro e com seus dois filhos, o rumo que não existia apareceu, e hoje eles tem empregos fixos, e salários, e planos de saúde, e responsabilidades. Mas ainda adoram observar o nada.
Ah... os contos!
Ela estava lá. Jogada num canto de um trilho mal iluminado. Estava lá.
Reclamava constantemente da vida, de como as situações e as pessoas sempre eram injustas com ela, de como sua existência não passava de um grão de areia nessa gigantesca torrente de vontades, de emoções, de pessoas que é chamada vida, achava sempre que simplesmente existia, assim, por existir, como se não fizesse diferença o que sentia, o que passava, o que fazia, que simplesmente estava lá, assim por estar. Todo dia fazia o mesmo trajeto para o trabalho, fazia a mesma coisa, falava sobre as mesmas pessoas, e sempre lá, reclamando da enfadonha rotina, não que a rotina a sufocasse ou incomodasse o suficiente para que fizesse algo a respeito. Pretendia arrumar um marido como quem compra um carro, com certos acessórios de série, que não consumisse muito combustível e que requeresse pouca ou nenhuma manutenção. Tinha pouco ou nenhum sonho para o futuro. Fazia sua faculdade sem esperança, simplesmente porque foi uma imposição de terceiros, não via objetivo naquilo, afinal, não pretendia trabalhar de qualquer forma, pretendia casar com seu marido automotor de modelo escolhido a dedo, e depois, virar uma dona de casa exemplar, com marido e filhos, aprenderia a fazer tricô, para confeccionar toucas, cachecóis e afins para seus filhos exemplares, e fofocaria sobre as vidas alheias, e assistiria à televisão, teria preconceitos e iria à igreja como todas as pessoas fazem. Tinha tudo muito bem planejado. Mas algo nos seus cálculos não batia, quando descobriu que tinha uma doença muito grave, daquelas que só uma ínfima parte dos doentes escapa viva, e agora, estava lá, jogada nos trilhos, atrasando a vida de tantas pessoas como ela.
Reclamava constantemente da vida, de como as situações e as pessoas sempre eram injustas com ela, de como sua existência não passava de um grão de areia nessa gigantesca torrente de vontades, de emoções, de pessoas que é chamada vida, achava sempre que simplesmente existia, assim, por existir, como se não fizesse diferença o que sentia, o que passava, o que fazia, que simplesmente estava lá, assim por estar. Todo dia fazia o mesmo trajeto para o trabalho, fazia a mesma coisa, falava sobre as mesmas pessoas, e sempre lá, reclamando da enfadonha rotina, não que a rotina a sufocasse ou incomodasse o suficiente para que fizesse algo a respeito. Pretendia arrumar um marido como quem compra um carro, com certos acessórios de série, que não consumisse muito combustível e que requeresse pouca ou nenhuma manutenção. Tinha pouco ou nenhum sonho para o futuro. Fazia sua faculdade sem esperança, simplesmente porque foi uma imposição de terceiros, não via objetivo naquilo, afinal, não pretendia trabalhar de qualquer forma, pretendia casar com seu marido automotor de modelo escolhido a dedo, e depois, virar uma dona de casa exemplar, com marido e filhos, aprenderia a fazer tricô, para confeccionar toucas, cachecóis e afins para seus filhos exemplares, e fofocaria sobre as vidas alheias, e assistiria à televisão, teria preconceitos e iria à igreja como todas as pessoas fazem. Tinha tudo muito bem planejado. Mas algo nos seus cálculos não batia, quando descobriu que tinha uma doença muito grave, daquelas que só uma ínfima parte dos doentes escapa viva, e agora, estava lá, jogada nos trilhos, atrasando a vida de tantas pessoas como ela.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Ah... as analogias!
Vocês já notaram como é possivel fazer analogias com QUALQUER coisa? Sempre que tem uma palestra motivacional na empresa eles passam aqueles vídeos estúpidos com músicas profundas e uma analogia totalmente sem sentido?
Eu acho que vou começar a escrever analogias! Quem sabe assim eu viro um blogueiro famoso! Imaginem só! "O blog das analogias"! Ia ser muito divertido!
Eu criei a minha própria analogia no trem, que por coincidência, foi onde criei a idéia de fazer esse texto (por algum motivo que eu ignoro), mas não me lembro mais dela... Então vou deixar todos curiosos! Eu também estou curioso pois me lembro que pensei "puxa! que ótima analogia eu fiz!" e me dei um tapinha nas costas pelo meu ótimo trabalho! Por favor não fiquem bravos comigo pois quando eu disse que todos ficarão curiosos são todos mesmo... Incluindo a mim! Já que não me lembro do que foi que eu pensei.
mas postem suas proprias analogias aqui! Mas eu não tenho leitores... E agora?
Eu acho que vou começar a escrever analogias! Quem sabe assim eu viro um blogueiro famoso! Imaginem só! "O blog das analogias"! Ia ser muito divertido!
Eu criei a minha própria analogia no trem, que por coincidência, foi onde criei a idéia de fazer esse texto (por algum motivo que eu ignoro), mas não me lembro mais dela... Então vou deixar todos curiosos! Eu também estou curioso pois me lembro que pensei "puxa! que ótima analogia eu fiz!" e me dei um tapinha nas costas pelo meu ótimo trabalho! Por favor não fiquem bravos comigo pois quando eu disse que todos ficarão curiosos são todos mesmo... Incluindo a mim! Já que não me lembro do que foi que eu pensei.
mas postem suas proprias analogias aqui! Mas eu não tenho leitores... E agora?
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Ah... O fluxo!
Existem coisas em nossas vidas que abrem os nossos olhos para coisas que, apesar de estarem exatamente onde estavam semana passada, nessa nova semana com olhos pouco mais abertos "aparecem"!
Assisto toda semana a filmes que falam sobre viver cada dia como se fosse o último, sobre aproveitar cada segundo... mas aqui, fora da tela, quase ninguém faz isso faz isso. E mais importante, quem faz acaba sendo taxado de desvairado crônico...
As coisas são bem simples na verdade, mas a nossa suposta inteligência humana não nos deixa perceber isso. Tudo que queremos desde de quando somos educados por essa nossa sociedade louca e extremamente controversa é sermos felizes! Mas a vida sempre apresenta escolhas, cabe a cada um decidir como vive-las. A mensagem dos filmes é realmente linda. A diferença é que a maioria deles não acompanha a vida até o final, nos vendem muitas imagens do que é ou não aceitável, do que é ou não certo, do que é ou não felicidade. Mas cabe a cada um de nós decidir se queremos comprar essas imagens passadas por eles (ou fingir que compramos).
Há pessoas também, que dizem não ser afetadas pela sociedade. Talvez seja essa a maior mentira que um ser humano pode contar a ele mesmo. Pois todo ser humano assume uma de duas posturas, ir com o fluxo, ou ir contra ele. Invariavelmente estamos atados a um desses conceitos por rédeas morais e culturais.
Todos já ouviram alguém dizer: "a sociedade não me afeta, eu não ligo para o que os outros pensam". A grande, não dita e inevitável verdade é que toda pessoa dita normal liga sim, talvez por isso os "loucos" sejam os mais felizes de toda essa massa disforme chamada humanidade.
Aqueles que desenham no ar, correm nus pelas ruas... etc. esses sim podemos chamar de normais, eles não fazem nada que não queiram ou precisem. Eles simplesmente são o que são, nus de puritanismo e preconceito.
Quem sabe essas sejam simples linhas sem sentido de mais uma pessoa que nada com o fluxo ou a mais pura verdade... Acho que nunca saberemos...
Assisto toda semana a filmes que falam sobre viver cada dia como se fosse o último, sobre aproveitar cada segundo... mas aqui, fora da tela, quase ninguém faz isso faz isso. E mais importante, quem faz acaba sendo taxado de desvairado crônico...
As coisas são bem simples na verdade, mas a nossa suposta inteligência humana não nos deixa perceber isso. Tudo que queremos desde de quando somos educados por essa nossa sociedade louca e extremamente controversa é sermos felizes! Mas a vida sempre apresenta escolhas, cabe a cada um decidir como vive-las. A mensagem dos filmes é realmente linda. A diferença é que a maioria deles não acompanha a vida até o final, nos vendem muitas imagens do que é ou não aceitável, do que é ou não certo, do que é ou não felicidade. Mas cabe a cada um de nós decidir se queremos comprar essas imagens passadas por eles (ou fingir que compramos).
Há pessoas também, que dizem não ser afetadas pela sociedade. Talvez seja essa a maior mentira que um ser humano pode contar a ele mesmo. Pois todo ser humano assume uma de duas posturas, ir com o fluxo, ou ir contra ele. Invariavelmente estamos atados a um desses conceitos por rédeas morais e culturais.
Todos já ouviram alguém dizer: "a sociedade não me afeta, eu não ligo para o que os outros pensam". A grande, não dita e inevitável verdade é que toda pessoa dita normal liga sim, talvez por isso os "loucos" sejam os mais felizes de toda essa massa disforme chamada humanidade.
Aqueles que desenham no ar, correm nus pelas ruas... etc. esses sim podemos chamar de normais, eles não fazem nada que não queiram ou precisem. Eles simplesmente são o que são, nus de puritanismo e preconceito.
Quem sabe essas sejam simples linhas sem sentido de mais uma pessoa que nada com o fluxo ou a mais pura verdade... Acho que nunca saberemos...
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Ah... A falta de sentido!
O humor não tem forma
Dessa forma não pode ser definido
O humor não tem cor
Portanto não sofre preconceito
O humor não tem sentido
Nem precisa, ele é o sentido por si só
O humor não pode ser contido
Pois é a força mais forte que há
O humor não precisa de regras
Ele quebra a todas
O humor só depende de nós
São nossas ações que o mantém
Vivo
Pulsante
Bem-humorado
É dele que tiramos forças para encarar os tropeços
Para achar graça até nos nossos erros
Assim como qualquer outra poesia!
Assim como qualquer outra emoção!
Assim como qualquer outro ser humano!
Dessa forma não pode ser definido
O humor não tem cor
Portanto não sofre preconceito
O humor não tem sentido
Nem precisa, ele é o sentido por si só
O humor não pode ser contido
Pois é a força mais forte que há
O humor não precisa de regras
Ele quebra a todas
O humor só depende de nós
São nossas ações que o mantém
Vivo
Pulsante
Bem-humorado
É dele que tiramos forças para encarar os tropeços
Para achar graça até nos nossos erros
Assim como qualquer outra poesia!
Assim como qualquer outra emoção!
Assim como qualquer outro ser humano!
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